domingo, 31 de agosto de 2014

Unidade, Trabalho e Vigilância!

Rajadas ciclónicas sopram de vários quadrantes na tentativa de destruir pela raiz a Frelimo cujas linhas mestras de sua edificações algumas vezes foram cobertas pela argamassa de erros grosseiros, preço que a Humanidade paga na sua peregrinação pela Terra. Todas estas rajadas se filiam numa filosofia de agressão e de violência que sempre a Frelimo repudiou e que não podem conduzir a nada de perdurável. Todos sabem que ela odeia o tribalismo e defende a unidade nacional. A sua determinação a este respeito representa bem mais do que a garantia da independência, estágio político social entre nós já ultrapassado. Estamos no período eleitoral e precisamos de nos precaver dos vende-pátrias camuflados de patriotas. Estão aos montes com objectivo de criar caos e quebrar a nossa unidade. Nesta altura, em que o país entrou no período eleitoral, desejaria recordar as figuras mais representativas dessa nação. Figuras que edificaram o país no sentido que a alma popular ansiava: os libertadores da pátria. Completa-se neste Setembro meio século desde que eles foram obrigados a optar pela revolução de sangue, pelas circunstâncias do momento. Desejaria lembrar os mortos e os vivos, os mais notáveis e os mais humildes dos seus servidores, o povo inteiro, que foi suporte natural do sucesso, sem cuja adesão tudo seria difícil de realizar. Desculpai a referência neste momento e nestas circunstâncias a uma grata recordação que me assalta o espírito e que de algum modo me servirá de credencial quando a Frelimo, um dos melhores e mais organizados partidos de África, for reconduzido ao poder.

Desejaria recordar as forças armadas que garantiram a arrancada dessa fase e ainda recentemente se bateram nas serras da Gorongosa e em arvoredos de Moxungue, pelos seus supremos objectivos: a integridade da Pátria e o seu progresso. Desejaria recordar o mais alto magistrado da nação, Armando Emilio Guebuza, que na série das grandes figuras que ocuparam essa magistratura vem desenvolvendo uma actividade que o torna credor da nossa gratidão. Ele é o maior intérprete desta época da nossa História, a quem todos, como moçambicanos, devemos uma dívida que não se salda, até porque, sem ele, alguns críticos iluminados talvez já o não pudessem fazer nessa qualidade. Quero apresentar a ele a minha homenagem, na certeza de interpretar o sentimento de toda a população com quem cruzei e cujas histórias sobre ele ouvi com atenção. Acredito, para terminar, que os moçambicanos não vão passar por cima do preceito sagrado, segundo o qual a comida para os filhos não pode ser entregue aos porcos. Dirigir um país, como sabiamente foi sendo dirigido, não é tarefa para aventureiros, umbiguistas, intriguistas e, sobretudo, tribalistas. Recordemos que com a Frelimo, povoações que mal despontavam são agora grandes urbes. Estradas, aeroportos, caminhos de ferro, fábricas, centrais eléctricas, estabelecimentos comerciais, grandes fazendas agrícolas, universidades, escolas, hospitais, pontes, numa palavra, o progresso surge, irrompe por todos os lados e, apesar de tudo, cada vez com maior pujança.
 
 
De resto, honestamente, não se percebe como, quando e por quem deve ser exercido o poder, sem a Frelimo. Na verdade, se é certo que a oposição assentou no princípio de mudança, doutrina que não nos trouxe qualquer novidade teórica ou prática, absteve-se de estabelecer uma definição prática sobre como ela própria a materializa nos seus feudos, aliás uma administração danosa e inútil. Mas pretendeu de facto trazer um conceito fantasioso e nessa ordem de ideias faz de conceitos um programa político. Para nós, uma boa mudança dos nacionalistas aos tribalistas, seria, portanto, inaplicável, como tantas vezes tem sido dito e redito. Mas admitindo por mera hipótese, que assim não fosse, bastará uns tantos habitantes de determinado território segredarem na intimidade das suas casas ou mesmo na praça pública que desejam mudanças para se dever ganhar eleições?! Será razoável que missivas de uma ou de algumas dezenas de cidadãos dirigidas a uma praça, ou meia dúzia de tiros na Gorongosa ou uma insurreição fabricada possam pesar de tal modo que ponham em jogo o destino da Frelimo e, com ela, do pais? Será correcto, será justo, será sequer admissível que em nome das mudanças assim concebidas se destrua a unicidade da nação por meio de voto?
 
Vai para 20 anos que as populações do país realizam diariamente o mais autêntico, o mais eloquente e o mais exigente de quantos plebiscitos lhes poderiam ser pedidos para manifestação da sua vontade. Neste momento, qualquer mudança é má, perigosa e nociva. Podemos espreitar para os países que tentaram provar o veneno da mudança. Se não recuaram, estão estagnados, se não venderam o a soberania tiveram que recomeçar. Isso nos auxilia a interpretar o verdadeiro sentido e objectivos das supostas mudanças: substituição aparente do poder político e manutenção e extensão de zonas de influência sem responsabilidades da soberania, ou seja, um neocolonialismo de índole puramente materialista e neocolonial. Algumas pessoas que vivem em flats que graças a nacionalização a Frelimo lhes deu não sabem que caso haja mudança os proprietários de tais flats virão conforme o compromisso secreto orquestrado pelos partidos da oposição. Por outras palavras, diz-se que as coisas nacionalizadas deverão ser entregues aos donos, isto é, aos colonialistas ou aos seus descendentes, a troco de ajudas monetárias. Imaginemos quanto foi nacionalizado e quanto beneficio adveio disso. O progresso, como atrás me referi, processa-se a um ritmo verdadeiramente impressionante, nesta nossa terra. E porquê? Porque ao povo foi informado que a única forma de sair do retrocesso é pelo trabalho, pela auto-estima e pelo abandono da vida de mão estendida. Segundo narra o Génesis, Deus disse a Adão, depois do pecado original: “tirarás da terra o teu sustento com muitas fadigas todos os dias da tua vida. Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que te tornes na terra de que foste tomado: porque tu és pó e em pó te hás-de tornar”. O homem expulso do paraíso, isto é, o homem entregue a si próprio, determinando-se por seu livre arbítrio, havia de edificar o mundo em que tinha de viver. Este penoso encargo constitui a história do nosso tempo. Unidade, Trabalho e Vigilância! E são estes princípios, são estes valores supremos que desde o berço frutificaram na nossa pátria e se vêm transmitindo de geração em geração, as grandes armas de que nos temos servido em todas as épocas da nossa história recente e que ainda hoje empregamos com a mesma generosidade e a mesma fé nos duros combates em que estamos empenhados. Disse!

Pedro, MHRIC

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